Pesquise no blog:
quinta-feira, 24 de outubro de 2013 ás 20:27 pm

A máxima de que toda história tem seu fundo de verdade, pode até ser real: Medusa, deusa da mitologia com cabelos que eram cobras vivas e um olhar que petrificava quem lhe encarasse nos olhos, tem uma versão mundana. Mas não é nenhum ser especial vivendo entre nós, e sim um lago na Tanzânia.

1

O lugar é conhecido por ser mortal para aves e outros pequenos animais que se aventuram pelas suas águas. Ao entrar em contato com  a alcalinidade do lago – teor que varia entre 9,5 e 10 – o animal acaba morrendo, mas fica imortalizado na forma em que tocou a água, que calcifica o corpo do bichinho.

Ao saber dessa “qualidade” do lago o fotógrafo americano Nick Brandt fez uma série  linda – e assustadora – ao trazer os animais para posições que estariam caso estivessem vivos.

2 Calcified Fish Eagle

Nas palavras de Nick: “Inesperadamente encontrei as criaturas ao longo da costa do Lago Natron, no norte da Tanzânia. Ninguém sabe ao certo exatamente como eles morrem, mas parece que o lago reflete bastante a luz e isso os confunde. Assim como pássaros colidem com janelas de vidro, eles caem dentro do lago. A base e o sal fazem as criaturas se calcificarem, perfeitamente preservadas, à medida que secam. Eu tirei essas criaturas de onde as encontrei no litoral e, em seguida, coloquei-as em posições “vivas”, trazendo-as de volta para a “vida”, por assim dizer. Reanimados, vivos outra vez na morte.”

Dá pra conhecer mais do trabalho do Nick, aqui.

Deixe um comentário